domingo, 13 de julho de 2014

veio, veio e quis ficar
se alastrou pelas dobras
um tempo irreal
tão irreal como eu
há alguns minutos
à vontade
sem nada
queixar nem deixar
malicioso estúpido resistente
nós entrecortados
nós entrelaçados
ainda agora está
como antes
inverídica
a vinda e a ida
para nada
por nada
de nada
não tem de quê.
Só um quê perdido
sussurra no ouvido
transparece
nem pesar, pesa
e passa, passa...
vê na volta
o próprio rabo
no fim da curva
desventura
daqueles que


Raquel Abrantes

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