sexta-feira, 13 de março de 2009

Chegar em casa

Primeiro, desafivelo as sandálias... pés descalços andam ansiosamente pela casa até o banheiro. Desprendo o fecho do sutiã por baixo da blusa. Tiro um braço, depois outro braço e me livro daquela prisão. Lavo o rosto. No espelho, vejo o reflexo do meu dia, enquanto a saia descola satisfatoriamente do corpo e se arrasta pelos quadris, pernas até o chão.

O suor implora pelo vento na pele (inundada), e as demais peças tornam-se também desnecessárias, na trajetória até o ficar à vontade. Ligo o ventilador e deito no sofá vermelho que me acolhe e acalenta, cheio de desejos...

Afundada na perplexidade por acontecimentos ainda frescos, a bonança me acena avisando que vai chegar. E não consigo parar de olhar para ela... bem ali... Enquanto enxergo os benefícios de ser eu mesma, na mente e na carne, minha consciência se delicia... em um deleite absurdamente egoísta.

Raquel Abrantes

8 comentários:

  1. parabens pelo seu texto, muito, muito bom.
    Gosto daqui.
    Um feliz final de semana,
    Maurizio

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  2. Um jogo de imagens encantador. A gente vai te seguindo até o seu deleite!

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  3. Não acho que esta libido tem a ver com algo sexy. A bonança é outra. E vai chegar. Respire, aproveite o momento, o intervalo (ainda que ele não exista fisicamente, existe na sensação) antes de mergulhar de novo.

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  4. Obrigada pela visita Raquel.
    Já passei por aqui algumas vezes e gosto muito também. Acho que escrevo de uma forma meio engraçada porque poesia é uma coisa que não sei fazer. Ao contrário de você....
    Adorei saber que sou um outro ser também! rsrs

    Bjus!

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  5. Que sensação maravilhosa, Raquel!
    cada detalhe e pequeno instante só seu sorrindo para você.
    Ah, sem dúvida a bonança irá chegar!
    :)

    ps: desculpe a demora para responder os comentários. estou estudando muito, e com pouco tempo durante a semana. Oh, céus! hehe
    beijos

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  6. Primeiro, desafivelo as SUAS sandálias...
    braços entrelaçados à levam até o banheiro.
    Desprendo o fecho do SEU sutiã por baixo de SUA blusa. No espelho nossos rostos se cruzam pela primeira vez depois do abraço, ainda com um olhar fixo entre nossos olhos a saia desliza suave entre os seus quadris, pernas até o chão.
    O suor implora pelo vento na pele (inundada) e as demais peças tornam-se também desnecessárias à nois dois, na trajetória até o ficar à vontade, faço uma mistura deliciosa entre beijos e mordidas. Ligo o ventilador e a deito no sofá vermelho que me acolhe e acalenta,com olhares inflamo mais os SEUS desejos...
    Afundada no prazer dos acontecimentos ainda frescos, a bonança parece acenar avisando que vai chegar. E não consigo parar de olhar para ela... bem ali... na mente e na carne, minha consciência se delicia... em um deleite NÃO MAIS absurdamente egoísta...

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