sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sem igual

Por Marcos Eduardo Neves*


Que felicidade!
Na realidade, perdi a tristeza;
senti que a beleza está perto de mim;
cheguei lá, no fim, a esperar o começo,
sem tremer tropeço, sem medo de nada,
a desejar uma amada, cultivando a esperança
de ninar tal criança e cuidar como a uma filha,
e formar uma família, uma família de dois.
E depois...
Depois, viver o imaginário irreal,
romper fronteiras do bem com o mal
em correntezas de carinho,
em cascatas de devoção.
Aprendendo e ensinando,
dormir acordado e acordar já sonhando,
chorando e cantando,
melodias inspiradas pelo coração.
E esse pobre coração,
tão fraco e sensível,
perceberá o imperceptível:
sua essência nua e crua,
pura como a lua,
quente como o sol,
a irradiar brilhos indescritíveis
que um dia
definirá palavras indefiníveis,
e à noite...
trará momentos sem igual.


*Autor dos livros Nunca houve um homem como Heleno, sobre o jogador Heleno de Freitase Vendedor de sonhos, sobre o publicitário Roberto Medina.

Um comentário:

  1. Querido, coisa mais linda de poesia, sem igual.

    "sua essência nua e crua,
    pura como a lua,
    quente como o sol,
    a irradiar brilhos indescritíveis
    que um dia
    definirá palavras indefiníveis,
    e à noite...
    trará momentos sem igual."

    Adorei sua participação.

    Beijos

    ResponderExcluir