Limites
Os limites chegam quando menos se espera. Das coisas que deixamos de fazer, enquanto fazemos outras, do tempo que deixamos de contar, enquanto ele passa. Se ele passa, é porque estamos apreciando cada momento. E é bom o tempo passar... como é... Quero que passe com toda a beleza de gestos fotografados na mente. Quero que passe trazendo as saudosas descobertas de segundos atrás. Aprimorando a intensidade de um minuto... Que passa. E as coisas mudam de lugar. Algumas vão para o armário e outras ganham a estante da sala. Tudo conforme o riso daquele dia... Que logo acaba e pede por mais um. E assim conseguimos enganar a velhice, que vai chegar, eu sei... Foda-se. Tenho tempo para perder... enquanto ganho algo para me lembrar.
Raquel Abrantes
Raquel Abrantes
Olá, Raquel!
ResponderExcluirBom Domingo.
...enganar a velhice...
Da mais irrequieta juventude (o que é a autora deste blog?)resulta a melhor das velhices. Mesmo que vá faltando "tempo para perder", o que não é o seu caso, a alma permanece repleta de desejos, de busca dos prazeres da vida! A alma não envelhece, pelo contrário, vai reinventando a juventude. É neste reinventar que vamos dizendo, até ao fim, a vida não é uma chatice!
Tudo de bom para si, querida e irrequieta amiga.
BJS
em relação a memórias são bem tentadoras, felicidades cozinham uma saudade que com tempo cairá feito uma chuva de verão, chove em um dia o o que poderia ter chovido por uma vida,
ResponderExcluircada pingo uma alfinetada estúpidamente gelada lembrando de que aquele momento já passou, mas você sempre quer mais.
Quer mais que aquela dor nunca acabe, quer se afogar numa poça de lembranças porque aquilo, te faz sentir vivo; novamente.
a grande chave é viver o presente com vigor, assim voce constrói um bom passado e margem prum ótimo futuro
beijos raquel
O tempo que se vive, que se goza, que se saboreia, não é jamais perdido. É passado que se faz presente, que acrescenta, que se incorpora. E que nos faz capazes de distender os limites, como você vem, dia a dia, distendendo. Eu, no meu silêncio, te observo. Te saboreio. E rejuvenesço enquanto mais velho fico.
ResponderExcluirPois a velhie chega, mas nós sempre podemos optar por lhe pregar uma finta e deixar a imaginação voar. Assim dificilmente ficaremos velhos, apenas com mais idade (o que não é certamente a mesma coisa)
ResponderExcluirum beijo
Rachel,
ResponderExcluirLindo jogo de espelhos com a "alma" do tempo. Querer ganhar sem ter medo de perder é fluir/fluir-se na vida,
bjs
Digo,
ResponderExcluirRaquel...ih, Freud explica hahaha
bjus
A-do-rei!! muito bom mesmo! parabéns!
ResponderExcluirOs limites chegam inevitavelmente de uma forma ou de outra... mas, quer saber? No fundo, no fundo, é legal ter limites... se não o que seria de nós?! Não teria muita graça viver..
ResponderExcluirBeijos
A vida é isto mesmo. Tempo, precioso, mas implacável. O importante das "saudosas descobertas de segundos atrás", é buscar catalogá-las, estabelecendo prioridades, de forma que "ganhem a estante da sala", aquelas que realmente valham a pena. O tempo é para ser vivido, sábia e plenamente, para que quando a inexorável velhice chegar, haja serenidade nas lembranças e a certeza de que tentou-se o melhor e nada foi em vão. Beijos. Te amo muito. Licy
ResponderExcluirAmei o post, Raquel, totalmente de encontro com o que venho pensando nos últimos tempos...
ResponderExcluirParabéns!
Beijos
que beleza, enquanto dobramos a velhice, rejuvenecemos o coração, ficamos mais sabios, com sorriso nos labios e com aquela nostalgia antiga.
ResponderExcluirAdorei seu blog. Visite o meu também.
Beijos