quarta-feira, 11 de março de 2009

Nem uma gota

Nem uma gota. Nada escorreu pela vala que percorre o caminho – até o lugar de onde as palavras não saíam. Um buraco negro se expandiu humildemente em uma ânsia de vômito inesgotável. A angústia estomacal abafou toda a exaltação daquele sentir, que era meu. E o valor do que antes emanava anulou a função das respostas, costumeiras de um processo niilista (e cansativo) de um algo que nunca se pensou. Abri a janela da vida e quis escalar os prédios... do meu próprio mundo. E ele deve ser digno das translações e rotações devidas ao ser (humano). Nem uma gota caiu.

Raquel Abrantes

2 comentários:

  1. ...você tem sentimentos expressivos pela maneira que escreve. Passa desespero, um pouco de dor, nostalgia, é como abrir o estômago com uma faca de manteiga.
    Eu gostei, tem outros textos para eu ler? Você tem interesse em desabafar mais?
    Como num livro?
    Uma publicação?
    Vamos conversar sobre o assunto?

    Me liga ou manda um e-mail:

    11 4106 7279
    editor@thebooksonthetable.com.br
    The Book´s On The Table - Drogaria De Livros

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  2. honey, o pior de todos os desertos é aquele que seca a alma.

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