sexta-feira, 30 de março de 2012

Lúdico

Por Raquel Abrantes e Rafael Linden*

É impressionante como as dimensões parecem maiores, e as escuridões mais negras, e parecem poder nos engolir quando somos crianças. Ao mesmo tempo, há uma admiração pela grandiosidade literal das coisas, que depois aprendemos a conotar no decorrer da vida.

Nosso espanto encanta os adultos que nos olham. A tal ponto que insistem em gravar os momentos em que somos mais vulneráveis. Mais tarde, quando nos descobrimos adultos, podemos nos observar nestas fotografias e entender um pouco porque reagimos à luz e às sombras.

Adultos não gostam de ser vulneráveis e, por isso, acabamos deixando esses pensamentos infantis para lá. Pra que isso afinal? É o que pensam, mas não dizem. Até que a inocência da prole anule a própria e, assim, seja possível ser lúdico outra vez.



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