segunda-feira, 20 de setembro de 2010

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Deitei a cabeça na almofada
e pronunciei alguns pensamentos.

Vi a sombra do lustre no teto,
era restrita e esfumaçada,
sem força para qualquer destaque.

Mas o silêncio me confortava.

Fazia o ambiente flutuar
entre traços oblíquos, borrões,
distorções do presente.

Clareava um pouco essa paz.

Afinal, as cores também falam...

A todo momento
precisamos aguçar algum sentido.


Raquel Abrantes

2 comentários:

  1. Querida,

    O silêncio, a palavra é quase tão reconfortante quanto o próprio.

    Mudei de endereço. Minha motivação para Alice perdeu o sentido, por isso criei um novo blog:

    http://ocadernos.blogspot.com/

    Beijo

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  2. Acho que esse eu entendi! (hehehe)

    O novo layout ficou bacana. Já subi a Muralha da China, mas não consegui percorrê-la toda. Agora vou mergulhar neste mar. Nadar, quem sabe, até o horizonte, onde o mundo acaba e as embarcações despencam no vazio para serem devoradas por monstros mitológicos. Eu sou o barco. Você, o mar. Quem é o mostro?

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