sexta-feira, 14 de agosto de 2009

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Quando galhos se quebram com o vento da noite, as brisas tornam-se fundamentais ao cenário, acariciando as folhas, metamorfoseando sua dança ao sabor das variadas coreografias. A inércia facilmente se instala, em meio ao turbilhão de conjecturas formadas em algum lugar. Nada de luar para este céu aqui, que aceita apenas o universo. Constelações inauditas de tanta exasperação ao lado da nudez dos astros. Asteróides comemoram levando a notícia aos planetas, sem causar danos à vida local. Apenas como um toque de sorte nesta nova jornada, de cumplicidade através do tempo. Tempo. Os minutos sempre nos traem quando se trata de felicidade.


Raquel Abrantes

5 comentários:

  1. A felicidade é fugaz, e quase sempre modesta. Aparece, esconde-se, e muitas vezes deixa a gente tomar por bom o que apenas parece grande. Por isso os minutos nos traem. Gostei desse cèu sem luar que aceita apenas o Universo. Devaneio feliz!
    Um abraço daqui.

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  2. Para ler ouvindo "Oração ao Tempo" de Caetano!
    "Os minutos sempre nos traem quando se trata de felicidade.'(lindo, lindo!A mais pura verdade!).Bjs.
    Obs:Sim, asteróides(pensei até na possibilidade de uma variação porque nossa Língua nos prega muitas peças(mas não existe no caso), por isso, não afirmo nada sem antes dar uma olhada no meu amigo "Aurélião".rs).Errinho completamente perdoável diante da magnitude da escritora!

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  3. Me desculpem pelo erro!!! Corrigido.

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  4. Breve e belo, como o tempo da felicidade.

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  5. "Os minutos sempre nos traem quando se trata de felicidade."
    Raquel, lindo texto! Esta frase é pura inspiração poética!
    Bjs,
    C. Eduardo

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